Groupe floklorique
" FLORES DO RIBATEJO "
La musique ( A musica )
Estas cançoes sao cançoes tradicionais do ribatejanas.
Dançamos estas cançoes com varios ritmos e differentes passos.
Aqui encontrara a lettra de varias cançoes.
Nos representamos danças e cantares do Ribatejo, com as suas características típicas. Começamos na Serra, onde as danças são lentas e suaves, passamos à Charneca com as suas danças enêrgicas, continuamos pelo Bairro com as suas melodias fidalgas e nobres e chegamos finalmente à Leziria e à Ribeira com os seus Bailaricos vivos e bem mexidos.
Nós dançamos e tocamos Fadinhos, Viras, Verde Gaios, Bailaricos, Corridinhos e Valsas.
E, como é natural num rancho ribatejano, também no nosso rancho não faltam os Fandangos, dos quais temos no repertório o Fandango Vara Pau, Fandango clássico, Fandango do Bairro de Santarém, Fandango do Bairro do Vale do Paraíso à moda do António Carvalhinho e o Fandango dos Casaleiros de Azambuja.
Para apresentar estas danças, temos o nosso grupo musical, que se compõe por cantores e músicos, que tocam os seguintes instrumentos :
Bailarico
Ela:
Tira o barrete dos olhos
Quero eu quero ver a quem amo.
Não quero ser como o peixe
Que anda no mar por engano.
Ele:
Eu gosto do teu olhar
Ó minha cara trigueira.
Quem me dera ser o Trigo
Malhado na tua eira.
Ela:
Se quiseres que eu seja tua
Manda ladrilhar o mar.
Depois do mar ladrilhado
Serei tua sem faltar.
Ele:
Não te quero para mim
Para mim tenho mulher.
Quero-te pra minha cunhada
Se o meu irmão te quizer.
Ela:
O meu amor é um cravo
Eu também sou uma cravina.
O meu amor é do campo
Eu também sou uma campina.
Ele:
Menina se quer saber
Como agora se namora;
Lenço branco na algibeira
Com uma pontinha de fora.
Os Dois:
Não te zangues nem te queiras
Deitar comigo pro mar.
Eu não quero a mais ninguém
Só a ti é que hei-de amar
Manjerico revira a folha
Todos:
Manjerico revira a folha
Da janela á sentinela
Eu morro de paixão
Se te não logro donzela
Se te não logro donzela
Donzela se não te logro
Manjerico revira a folha
Troca o par e vem cá logo
Ele:
Canta lá ó cantadeira
Atira com a fala ao ar
Já cantei uma noite inteira
Até o sol arraiar
Até o sol arraiar
Até vir o clarão
Já cantei uma noite inteira
Uma tarde e um serão
Todos:
Manjerico revira a folha
Da janela á sentinela, etc.
Ela:
Quero cantar e bailar
Quantas vezes eu quiser
Que o cantar e o bailar
Não me tira o ser mulher
Tenho um saco de cantigas
E mais uma taleigada
Para cantar esta noite
E amanha de madrugada
Todos:
Manjerico revira a folha
Da janela á sentinela, etc.
Ele:
A moda do bailarico
Rapariga acerta acerta
Se fores á minha casa
Acharás a porta aberta
A moda do bailarico
Não tem nada que saber
É andar com o pé no ar
Outro no chão a bater
Todos:
Manjerico revira a folha
Da janela á sentinela, etc
.
Ela:
Quem quiser cantar que cante
Quem quiser dizer que diga
Quem quiser fazer que faça
Deste mote uma cantiga
A cantiga que se canta
Não se canta duas vezes
A semana tem doze meses
Todos:
Manjerico revira a folha
Da janela á sentinela, etc.
Fadinho Rodopiado
Ela:
Ai minha sogra quer-me mal
Ai de eu com seu filho falar
Ai se o lá tem meta-o em casa
Que eu não o vou lá chamar
Ele:
Ai você diz que me não quer
Ai diga-me a razão porquê
Ai não me quer por eu ser pobre
Que riqueza tem voçê
Ela:
Ai eu sou a cavaca da faia
Ai veio uma cheia e levou-me
Ai à porta do meu amor
Fez um romance e deixou-me
Ele:
Ai na casa da brincadeira
Ai tenho o meu amor escondido
Ai todos dizem que é aquela
Ninguém sabe o meu sentido
Erva Cidreira
Ó erva cidreira
Que estás no alpendre
Quanto mais te rego
Mais a folha pende
Mais a folha pende
Mais a rosa cheira
Que estás no alpendre
Ó erva cidreira
Refrão:
É uma rosa completa
Na maior força de amar
Jura amor que eu também juro
Não me andes a falsear
Não me andes a falsear
Meu amor agora agora
Meia volta que dás ao par
Meu amor eu vou-me embora
Ó erva cidreira
Que estás na varanda
Quanto mais te rego
Mais pendes p'ra banda
Mais pendes p'ra banda
Mais a rosa cheira
Que estás na varanda
Ó erva cidreira
Refrão
Ó erva cidreira
Que estás no telahdo
Quanto mais te rego
Mais pendes p'ró lado
Mais pendes p'ró lado
Mais a rosa cheira
Que estás no telhado
Ó erva cidreira
Refrão
Passarinho Trigueiro
Ela:
Passarinho trigueiro
Salta cá fora
Ele:
Tenho o cu queimado
Não posso lá ir agora
Ela:
Hei-de ir, hei-de ir
Mas não hei-de mandar
Ele:
Não quero cá coisas
Armadas no ar
Ela:
Armadas no ar
armadas no chão
Ele:
Passarinho trigueiro
Salta aqui p'ra minha mão
Ela:
P'ra minha mão
Aqui para o meu lado
Ele:
Numa cadeirinha
de pau encarnado
Ela:
De pau encarnado
de pau alecrim
Ele:
Numa cadeirinha
Ao lado de mim
Ela:
Passarinho trigueiro
Oliveiras, olivais
Ele:
Em chegando à noite
Pintassilgos e pardais
Ela:
Passarinho trigueiro
Onde vais pôr os ovos
Ele:
No meio da vinha
Ao pé de rapazes novos
Vira de Vitoria
Ele:
Vitória, linda Vitória
Ai Vitória do coração
Ai Vitória roubada me levas
Ai para as asas de um balão
Ela:
Para as asas de um balão
Ai p'ra roda do meu vestido
Ai Vitória roubada me levas
Ai para eu casar contigo
Ele:
Os olhos do meu amor
Ai são duas bolinhas pretas
Ai namoradas ao luar
Ai à sombra das violetas
Ela:
À entrada de Almeirim
Ai está um portão encarnado
Ai aonde mora a minha sogra
Ai a mãe do meu namorado
Verde Gaio Pena Roxa
Ele:
Ó verde gaio, verde gaio
Pena roxa, pena roxa
Os dois:
Lá, lá, lá...
Ela:
Todos fazem o que querem
Só eu carrego com a trouxa
Os dois:
Lá, lá, lá...
Ele:
Eu já vi o verde gaio
Pelas portas a pedir
Os dois:
Lá, lá, lá...
Ela:
Não queria pão nem dinheiro
Queria cama p'ra dormir
Os dois:
Lá, lá, lá...
Ele:
O verde gaio é tolo
Ele é tolo e já namora
Os dois:
Lá, lá, lá...
Ela:
Deixou pai e deixou mãe
Deixou tudo e foi-se embora
Os dois:
Lá, lá, lá...
Vira de Seis
Ele:
O vira de seis
É bom de bailar
Ela:
Vira-te para mim
Se queres ser o meu par
Ele:
Se queres ser o meu par,
Se queres ser o meu bem,
Ela:
Vira-te para mim
Vira-te meu bem
Ele:
Ó Rosa, ó Rosa
Torna-te a virar
Ela:
Eu sou solteirinha,
Quero-me casar.
Ele:
Toma lá dá cá,
Dá cá toma lá,
Ela:
O meu coração
Arrecada-o lá
Ele:
O meu coração
É de pedra dura,
Ela:
É com'a laranja
Quando está madura.
Marcha das Fazendas
A nossa terra tem muita verdura
E dispoem é de vinhas e vinhais
A terra forte cheia de ternura
Junta a loucura dos lindos casais
O Sao José que é nosso padroeiro
Que não sabia vir-nos visitar
Com os rapazes e as rapariguas
Cantando cantigas e sempre a Bailar
Refrão
Olha as fazendas com os trajes de Saudades
Jovems donzelas sao umas lindas flores
Pois os rapazes sao ums jardineiros
Sao fazendeiros dos seus amores
Seus habitantes sao cantores famosos
E ornamentos saem do jardim
As criançinhas sao botoes de Rosas
Que fazem famosas as fazendas de Almeirim !
Ao amanhecer sai o trabalhador
Directo ao campo com sua enchada
Vai começar o seu dia de labor
E olha com amor para a terra virada
E sempre alegres sao as rapariguas
Ganhando milho e pao em cada dia
Sempre cantando com suas amigas
Velhinhas cantigas, ai que a terra tira.
Refrao